Se você está lendo este artigo agora é porque você, de certa forma, exerceu o seu livre arbítrio. O que eu queria abordar neste artigo tem muito haver com as nossas atitudes, principalmente em um espaço virtual denominado por muitos como web 2.0 (ainda que as atitudes destas mesma pessoas não sejam coerentes com este mundo 2.0).
Existem duas palavras na língua portuguesa que precisam ser discutidas para que este mundo 2.0 venha a ser entendido com mais profundidade: liberdade e libertinagem.
Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, liberdade seria " o direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem". Já a libertinagem seria, resumidamente, uma liberdade sem limites.
Diante dessas duas definições, podemos analisar como a internet se posiciona diante dessa situação, ou melhor, como nós nos posicionamos diante dessa situação. Esta análise é importantíssima, quando eu vejo adolescentes pelados na web cam, jogadores xingando torcedores no twiter, entre outros exemplos, eu me pergunto qual é, realmente, "o direito do outrem". Me pergunto também se as pessoas gozam de uma liberdade ou de uma libertinagem,já que não consigo ver "o limite" nas ações das pessoas.
Espero que algumas pessoas comentem este artigo, lembrando que algumas pessoas já almejam uma "web 3.0" num momento em que a grande maioria ainda vive em um período "pré-1.0".





















Hoje libertinagem e liberdade se misturam na rede, a invasão de individualidades, a procura e a publicação de assuntos sem nenhum controle ou limite, observando que os limites ao qual me refiro não são externos, como ferramentas ou outros, e sim internos, a falta de discernimento, e a exploração desse poder da rede, onde o menino engana a menina, filma sua relação sexual com ela e espalha isso na internet. Não teve nenhuma força externa que o impedisse de fazê-lo, apenas sua mente débil.
Os conceitos de liberdade e libertinagem ainda travam batalhas dentro e fora da rede, infelizmente não tenho receita ou estratégia para que essas batalhas acabem e todos compreendam o verdadeiro sentido da liberdade, em que o espaço do outro vira tão seu quanto o seu próprio espaço e por isso não deve (ou não deveria pelo menos) ser desrespeitado e invadido, já que cada ser sente a violência de ter o próprio espaço invadido. A falta talvez de compaixão e coletividade não nos deixe entender a similaridade desses espaços.
O que fazer para mudar a consciência? Gostaria de terminar o comentário com uma solução pronta, mas como disse, infelizmente não a tenho!