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Enviado por Thiago Tricano em 01/10/2010 às 12:00

Se você está lendo este artigo agora é porque você, de certa forma, exerceu o seu livre arbítrio. O que eu queria abordar neste artigo tem muito haver com as nossas atitudes, principalmente em um espaço virtual denominado por muitos como web 2.0 (ainda que as atitudes destas mesma pessoas não sejam coerentes com este mundo 2.0).

Existem duas palavras na língua portuguesa que precisam ser discutidas para que este mundo 2.0 venha a ser entendido com mais profundidade: liberdade e libertinagem.

Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, liberdade seria " o direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem". Já a libertinagem seria, resumidamente, uma liberdade sem limites.

Diante dessas duas definições, podemos analisar como a internet se posiciona diante dessa situação, ou melhor, como nós nos posicionamos diante dessa situação. Esta análise é importantíssima, quando eu vejo adolescentes pelados na web cam, jogadores xingando torcedores no twiter, entre outros exemplos, eu me pergunto qual é, realmente, "o direito do outrem". Me pergunto também se as pessoas gozam de uma liberdade ou de uma libertinagem,já que não consigo ver "o limite" nas ações das pessoas.

Espero que algumas pessoas comentem este artigo, lembrando que algumas pessoas já almejam uma "web 3.0" num momento em que a grande maioria ainda vive em um período "pré-1.0".

 

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Enviado por em 04/10/2010 às 11:00
Julia Pereira Carquejo

Hoje libertinagem e liberdade se misturam na rede, a invasão de individualidades, a procura e a publicação de assuntos sem nenhum controle ou limite, observando que os limites ao qual me refiro não são externos, como ferramentas ou outros, e sim internos, a falta de discernimento, e a exploração desse poder da rede, onde o menino engana a menina, filma sua relação sexual com ela e espalha isso na internet. Não teve nenhuma força externa que o impedisse de fazê-lo, apenas sua mente débil.

Os conceitos de liberdade e libertinagem ainda travam batalhas dentro e fora da rede, infelizmente não tenho receita ou estratégia para que essas batalhas acabem e todos compreendam o verdadeiro sentido da liberdade, em que o espaço do outro vira tão seu quanto o seu próprio espaço e por isso não deve (ou não deveria pelo menos) ser desrespeitado e invadido, já que  cada ser sente a violência de ter o próprio espaço invadido. A falta talvez de compaixão e coletividade não nos deixe entender a similaridade desses espaços.

O que fazer para mudar a consciência? Gostaria de terminar o comentário com uma solução pronta, mas como disse, infelizmente não a tenho!


Enviado por em 10/10/2010 às 10:30
Alice  Araujo

Acho que e bem interessante lembrar, Thiago, daquela aula que tivemos em que o professor comparou a gente com criancas, que estao aprendendo a falar, lembra disso?

Estamos muito no inicio ainda, a pouco estamos expostos a esses meios e nao sabemos utiliza-los ainda. O Klaus diz, e sabe o que diz, quando falou que a crianca no comeco, fala errado, faz besteira. Acho que e uma excelente metafora, porque acho que isso realmente acontece, tanto com os videos no youtube que viram hit ou com fotos escandalosas que surgem por ai. 

O que acham?


Enviado por em 10/10/2010 às 10:49
Julia Pereira Carquejo

Concordo em partes Alice, acho que você tem razão quando diz que somos iniciantes nesses meios e em toda essa nova situação de estar em contato com o mundo, concordo que somos imaturos ainda, e essa falta de maturidade faz com que a gente faça besteiras e "porcacheras", como digo pra minha prima menor, mas acho que já convivemos em grupo há algum tempo, para que tenhamos noção do que é o espaço do outro e do que é respeito a ele, posso estar enganada, mas sinto que as coisas partem de uma questão maior, partem de como o homem vem se comportando com o outro durante esse tempão, com e sem rede, de como ele vem desrespeitando espaços e se achando o centro das coisas.

Acho que as porcacheras são positivas de certa forma, para que essa sociedade cresça de algum jeito, mas acho que a noção de valores está meio perdida, e isso independe de nossa atuação em rede imatura.


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